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Goiânia, 09 de Dezembro de 2019

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Halloween é uma festa perigosa?

HALLOWEEN É UMA FESTA PERIGOSA?
 
 
A nossa sociedade é particularmente sensível à novidade e às emoções, enquanto evita o empenho da reflexão. Por isso, qualquer tema de discussão atrai imediatamente a atenção, mas, se a reflexão deve se tornar muito articulada e séria é abandonada, rapidamente. A atenção dos meios de comunicação social sobre o Halloween se mantém, apenas, se falamos dela como uma festa divertida para as crianças que permite também aos grandes brincarem de ser crianças.
 
 
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O discurso sobre Halloween diz respeito, de fato, sobre o complexo tema da educação: não se educa apenas com as palavras de uma lição, mas, sobretudo, com as imagens, os gestos repetidos, densos de valor simbólico, a evocação de tradições que fazem parte daquele sistema de significados e de valores, sobre os quais se funda a nossa civilização cristã e europeia. Através duma celebração cheia de significado das festas, se constrói o senso de comunidade.
 
 
 
Há alguns anos atrás, Halloween só poderia ser conhecido entre nós através de alguns filmes ou quadrinhos norte-americanos. Mas, hoje, o mundo mudou. O advento da Internet e a proliferação dos meios de comunicação contribuem facilmente para a disseminação de modas.
 
 
 
Por que permitir às crianças festejarem Halloween pode ser arriscado?
 
 
 
Respondemos, citando Sto. Antônio Maria Claret: como para tantos outros Santos, uma das suas ocupações preferidas era ensinar o catecismo às crianças. Escrevia sobre isso: «Sendo o catecismo a base da instrução moral e religiosa das crianças, sempre pensei que fosse o mais importante dos meios de apostolado. Porque a mente das crianças é mais maleável do que aquela dos adultos, podem aprendê-lo, facilmente, e conservá-lo, por assim dizer, impresso na sua mente».
 
 
 
Portanto, nessas mentes mais maleáveis do que aquelas dos adultos o que imprime de fato Halloween? Creio que seja inegável que imprime ao menos a feiura. E imprimindo nas crianças a feiura, o gosto pelo horroroso, pelo deformado, pelo monstruoso, posto no mesmo nível do belo, os orienta de algum modo ao mal.
 
 
 
No Céu, onde reina somente o bem, tudo é belo. No Inferno, onde se respira apenas ódio, tudo é feio. As crianças necessitam da beleza, não da feiura, porque necessitam da bondade, não da maldade. E é a beleza que as ajuda a distinguir entre o que é bom e o que é mau.
 
 
 
Tenho em mente, quando a pastorinha Lúcia, no início das aparições de Fátima, manifestou aos primos Jacinta e Francisco sobre a dúvida de que tivesse aparecido para eles não algo celeste, mas o demônio, para enganá-los. Mas, a pequena Jacinta lhe respondeu: «Não é o demônio, não! O demônio, dizem que é muito feio e que está embaixo da terra, no inferno; ao contrário, aquela Senhora é tão bela, e nós a vimos subir para o Céu!».
 
 
 
Pensem nessas coisas as mães, os pais, os educadores e, sobretudo, quem continua não só a afirmar que Halloween é uma brincadeira inocente, mas, acusa até mesmo de obscurantismo, quem chama a atenção para a sua forte valência negativa.
 
 
Devemos nos perguntar como Halloween, em parte, ofuscou, ao menos no imaginário coletivo, a festa de Finados e aquela de Todos os Santos?
 
 
Halloween faz parte de um projeto mais vasto, fortemente, apoiado pelos meios de comunicação que é, não tanto, aquele comercial, quanto aquele de induzir a opinião pública, em particular, as crianças, os adolescentes e os jovens, a se familiarizarem com mentalidades ocultas e mágicas, estranhas e hostis à fé e à cultura cristã. Querem o desaparecimento da visão cristã da vida e que se retorne àquela pagã. Basta-nos olhar para o que se faz, hoje, de produtos dedicados às crianças (desenhos e filmes, principalmente — muitas vezes, em série) para vermos como o mundo mágico e a mentalidade ocultista se está introduzindo subliminarmente, e as crianças estão acostumadas a essa linguagem e simbologia. E isso tudo entra no mundo infantil como diversão, brincadeira, atividade lúdica. É certo que o comércio "tira a sua casquinha", mas, além disso, está em jogo o modo de pensar, a gama de valores que são inculcados sorrateiramente.
 
 
 
Já é bem conhecido que Halloween é, no calendário dos ocultistas, dos magos, dos operadores do oculto e dos cultores de satanás, uma das "festividades" mais importantes porque é, por esse motivo, de grandíssimo prazer que a mente e os corações de tantas crianças, adolescentes, jovens e de, não poucos adultos, mesmo que por brincadeira e divertimento, estejam voltados ao macabro, ao demoníaco, aos vampiros, aos fantasmas, à bruxaria, aos caixões de defunto, aos crânios, aos esqueletos e à irrisão zombeteira e sinistra do momento mais importante e decisivo da existência de um ser humano que é aquele da sua morte.
 
 
 
Poucos sabem, ademais, que os amantes de Satanás, naquela noite, nos perversos ritos por eles realizados em sua honra, lhes oferecem as brincadeiras e as "energias" de todos aqueles que, seja mesmo como diversão, sempre no entender dos satanistas, estão evocando, implicitamente, com aquela festa, o mundo das trevas.
 
 
 
O dia 31 de outubro é o Ano Novo de Satanás, noite de Sabbá e de início do novo ano; Ano Novo de Satanás, chamado Samhain ou, vulgarmente, Halloween, noite de Sabbá.
 
 
 
2 de fevereiro: chamado lmbolc, é a noite da Apresentação do Senhor e purificação de Nossa Senhora, com um Sabbá dedicado à consagração das velas e luzes que serão usados nos ritos dos meses sucessivos e também noite que se faz a iniciação dos aprendizes de feiticeiro.
 
 
Assim, as raízes de Halloween remontam à festividade céltica de Samhain, durante a qual eram realizados verdadeiros e próprios ritos, que compreendiam também sacrifícios humanos e que deviam servir para propiciar os espíritos malignos. Para a execução desses macabros rituais, eram usadas máscaras e eram feitas invocações. Elementos que se reapresentam também, hoje, na convicção de que se trata, apenas, de uma brincadeira inocente. Infelizmente, não é nada disso.
 
 
 
Hoje, o “lado escuro” de Halloween é mantido oculto para não quebrar o “brinquedo" comercial que se criou. O dever dos pais, dos educadores, dos meios de comunicação e de nós, sacerdotes, é o de nos empenharmos, intensamente, nas paróquias e nas escolas, para que emerja a componente anticristã desse fenômeno, sem o temor de sermos etiquetados como beatos, mas, tendo sempre como bússola do próprio agir quotidiano, estarmos radicados na Verdade.
 
 

Autor: Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus

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